QUEM ESCREVE MELHOR OU VENDE MAIS: HOMEM OU MULHER?

por Geisiane Alves

Você é autor ou autora e já pensou em usar um pseudônimo para chegar ao público sem preconceitos?

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No mundo contemporâneo ainda está em “movimento” a questão do papel e lugar da mulher na sociedade, em vista de comportamentos internalizados que resistem em serem reposicionados. E quanto à literatura? As mulheres que escrevem sentem algum tipo de rejeição no momento de publicar um livro? Há tratamentos diferenciados para autores e autoras quando vão expor suas obras? O público faz essa distinção entre homem e mulher, preferindo o livro de um escritor?

Sabemos que no contexto profissional, por exemplo, as mulheres buscam por igualdade a duras penas. Não é nem preciso mencionar o caso de uma escritora famosíssima que, ao optar por um pseudônimo, obteve um resultado diferente. O fato é que, embora o cenário deixe dúvidas sobre a equidade entre escritores (homem e mulher), a All Print não faz distinção entre autor e autora, também não incentivamos esta diferenciação: quem escreve melhor, se homem ou mulher, ou quem é mais lido. Se tem uma história bem elaborada, um enredo cativante ou mesmo é se um ensaio com embasamento teórico sólido, é o que vale. Não aclamamos um em detrimento de outro. Havendo potencial para a escrita, a habilidade para “fascinar” o leitor, o gênero em nada interfere.

Temos grandes escritores e escritoras com livros publicados. Não acreditamos que mulheres escrevem melhor best-sellers e homens escrevem com mais propriedade artigos e tratados legais. Já faz algum tempo que há, sim, uma presença feminina mais marcante no mercado livreiro, estando as mulheres preenchendo espaço nas listas dos livros mais vendidos também. No entanto, se desde o título, a capa e a sinopse o leitor tem sua curiosidade atiçada, pouco ou em nada vai importar se foi um homem ou uma mulher quem escreveu, mas sim o conteúdo, se tem início, desenvolvimento e desfecho sensato com um enredo ou dissertação que convence.

 

Devo usar pseudônimo para publicar meu livro?

Adotar um pseudônimo para publicar uma obra literária ou acadêmica é prática bastante comum, mas não deve ter por estímulo o receio de discriminação. Muitos autores e autoras publicam suas obras sob um pseudônimo com o intuito, muitas vezes, de tornar a sua identificação mais comercial, com nomes criativos ou mais curtos, o que até aconselhamos, visto que há escritores que têm nomes muito extensos, podendo dificultar que os leitores consigam lembrar na hora de comprar ou mesmo indicar.

Para reforçar, o emprego de um pseudônimo é interessante quando visa tornar mais “artístico” o nome pelo qual será conhecido pelos leitores. Se, porventura, o pseudônimo não estiver relacionado de forma nenhuma com o nome civil, que seja por opção e não por imposição social, de que um gênero é superior a outro.

E, se for usar um pseudônimo, divirta-se na escolha perfeita, afinal será sua marca!

Mas e você, leitor, acha que há preconceitos quando a obra é de uma mulher?

 

 

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