#7 DICAS PARA ESCREVER MELHOR

 por Geisiane Alvesfilmmaker-2838945_1920

No contexto em que estamos inseridos, com a internet cada vez mais presente, interferindo em cada aspecto das nossas vidas, a escrita tem se apresentado também de novas formas, como os tuítes, os textos mais diversificados no Facebook (tendendo mais para desabafos), o blog… No entanto, escrever bem ainda é um desafio.

É preciso alinhar todas as ideias, definir o gênero textual, adequar ao público-alvo – isso depois de decidir para quem quer escrever –, revisar, enfim uma série de etapas que necessitam ser pensadas.

Mas você não está sozinho nesse barco. E, sabendo que não é mais um segredo que você quer finalmente escrever o seu livro, separamos #7 dicas que com certeza vão te ajudar!

 

#1 LEIA, LEIA, E LEIA MAIS

Sim, a leitura é muito importante, é por meio dela que adquirimos a nossa bagagem cultural e temos base para trilhar nosso caminho.

É imprescindível ler não somente pelo fato de que assim nos tornamos letrados, sabendo transitar entre os diferentes tipos de gêneros textuais e, claro, fazer o uso correto da língua, mas desse modo, podemos saber com o que nos identificamos melhor, se com o romance, a poesia, a crônica, o conto, enfim, sabemos que caminho queremos seguir.

 

#2 ESCOLHA SEU PÚBLICO-ALVO

Saber para quem será direcionada sua obra é determinante, pois é aqui que você vai escolher o tipo textual, a linguagem e o conteúdo a serem empregados.

Se for escrever um livro de autoajuda sobre os desafios da maternidade, é razoável pensar que este livro será dirigido para mamães de primeira viagem, que não têm muitos conhecimentos sobre o que estão prestes a enfrentar, como, por exemplo, você terá de explicar alguns fatores que podem ser “moleza” para quem já tem seus dois filhos ou mais, porque terá de pressupor que as mães com seus primeiros filhos não sabem muito o que fazer com os bebês, desde as coisas mais simples até as mais difíceis, tanto nos aspectos físicos, psicológicos, como educacionais.

Desse modo, antes mesmo de começar a escrever, é preciso realmente traçar um plano: pensando em para quem a sua obra será destinada, qual a escolaridade desse público, qual a faixa etária, quais as profissões, classe social, preferências… Enfim, vários fatores para que o seu livro chegue redondinho às pessoas.

Mais um exemplo, se for escrever um livro sobre receitas avançadas de culinária francesa, você não precisará apresentar aos leitores como executar os procedimentos mais básicos, partindo do pressuposto que o público-alvo são cozinheiros que exercem a profissão e buscam expandir seus conhecimentos na área.

 

#3 NÃO FIQUE ENROLANDO

Essa dica é bem amiga, pois em livros de autoajuda, principalmente, é bem comum nos depararmos com repetições cansativas de uma mesma ideia ou episódios “que caem de paraquedas” na história e deixam o leitor perdido, sem entender a relação.

Entenda, frisar um pensamento é uma coisa, mas ficar martelando na mesma ideia parágrafo sim, parágrafo não, só mudando algumas palavras, pode ser maçante para o leitor. Sentenças curtas, mas com conteúdos novos e relevantes causam um efeito mais positivo.

Quanto ao famoso “encher linguiça” na escrita, não vá por esse caminho, isso deixa o leitor confuso e até aborrecido, fazendo-o pensar que o autor não sabia muito bem o que queria falar.

 

#4 TAMANHO NÃO É DOCUMENTO

Essa dica tem forte relação com a anterior, pois há ainda muitos iludidos com a ideia de que se não escreverem mais de 300 páginas, então não está bom. Engano seu!

Não importa se o seu livro tem 40, 80, 200, 500 páginas, o que vale é o conteúdo, a mensagem que quer passar para o seu público. Invista nas ideias a serem transmitidas, na história que quer contar, seja autêntico e relevante, sem pôr como meta para si mesmo quantas páginas precisa ter o seu livro.

 

#5 NÃO PERCA TEMPO ESCOLHENDO PALAVRAS DIFÍCEIS DO DICIONÁRIO

Não é brincadeira, não, há muitos escritores que se aplicam horas a buscar no dicionário palavras rebuscadas para dizerem coisas simples da forma mais complexa possível, por entenderem que assim seu livro será considerado erudito.

Aqui cabe “o menos é mais”, “a letra mata”… pois ninguém quer ficar parando a leitura toda hora para consultar o significado das palavras a fim de entender a mensagem.

Assim, a escolha por uma linguagem muito rebuscada pode acabar prejudicando o entendimento das ideias, pois o escritor precisa antever se os leitores (público-alvo) conhecem os termos empregados e compreenderão a escrita.

Por isso, não seja chato; seja simples!

 

#6 PEÇA PARA ALGUÉM LER

Não tem problema nenhum em pedir a terceiros que deem pareceres sobre o seu livro. Na verdade, isso é recomendável. Um amigo, um parente, um profissional da área, ou qualquer outra pessoa de confiança que acredite que possa dar uma opinião construtiva sobre o seu trabalho são bem-vindos. Pois, afinal, depois de publicada, a sua obra estará disponível para o mundo, então é melhor já saber o que as pessoas próximas a você têm a dizer sobre o que escreveu e tentar ouvir e entender as críticas ou sugestões que venham a fazer, uma vez que elas querem o seu bem e que você alcance o seu público-alvo  e obtenha sucesso.

 

#7 REVISE O QUE ESCREVEU DE NOVO E DE NOVO

Este é um ponto em que, infelizmente, muita gente peca. Há muitos escritores que não dão a atenção necessária à revisão do seu material, ou sentem-se confiantes para não delegar a outros a responsabilidade de conferir o seu livro. E aí reside o problema, pois o revisor já tem o olho treinado para detectar o problema de longe, garantindo que o seu livro não chegue às mãos dos leitores com erros grosseiros e que podem descreditar o seu trabalho como escritor.

Revise o que escreveu quantas vezes achar necessário, mas não deixe de também passar a sua obra por um revisor, um profissional habilitado para corrigir erros ortogramaticais, dar indicações sobre determinados empregos linguísticos, redundâncias, evitando que erros passem despercebidos por conta do vício do olhar. Enfim passar um pente fino a fim de que o seu livro fique bem escrito.

 

 

Gostou das dicas? Então, bora pôr a mão na massa!

 

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