Como escrever um livro infantil

por Geisiane Alves

 

infantil

Escrever um livro infantil pode não ser tão simples quanto parece. Como bem expressou Fernando Pessoa: “Nenhum livro para crianças deve ser escrito para crianças”. Por quê? Porque não se trata de simplesmente deixar que a imaginação alce voos livremente e adotar um estilo mais simples para, com isso, “falar a linguagem” das crianças; pois, escrever um livro infantil não pode se restringir ao plano lúdico, mas deve ter o intuito de instruir e, sobretudo, apontar padrões sociais.

Muitas pessoas acreditam que sabem como escrever um livro infantil e, sem se dar conta, acabam banalizando a tarefa por considerá-la demasiadamente fácil. Mas não é bem assim. Deve-se tomar bastante cuidado ao escrever um livro infantil, pois alguns elementos podem ser essenciais, sendo relevante trabalhar o psicológico dos pequenos com ensinamentos que poderão ser extraídos para a vida. Claro que a inserção na história de peripécias próprias da infância, de doces quimeras, dos encantamentos dessa fase, bem como a alusão às utopias imaginadas por toda criança, são recursos bastante atrativos ao público infantil.

Ao decidir escrever um livro infantil, além de pensar na estrutura ou formato – pode ser uma história curta com ilustrações –, é importante se ater a alguns pontos pertinentes, como: para que faixa etária você escreverá, dependendo da idade, por exemplo, de zero a quatro anos, a linguagem e a história precisam ser de fácil entendimento e assimilação, e evitar ficar “alongando” a narração se faz recomendável; quanto às personagens, visto que ainda é fase de reconhecimento do que é uma galinha, um sapo, por exemplo, não é necessário nomeá-las. Agora, se for dos cinco aos dez anos, é importante haver a identificação das personagens, a sua caracterização e retrato das suas devidas personalidades.

É interessante que os livros infantis tenham histórias que despertem a curiosidade da criança, instigando-a a fazer uso do imaginário para entender o comportamento das personagens em determinada situação e a solução encontrada para seus problemas. Desse modo, podem proporcionar o descobrimento do mundo, dos conflitos e infortúnios que todos tiveram que enfrentar e vencer nas histórias, tendo que encontrar respostas para seus dilemas humanos e um caminho de superação para suas dificuldades. Pois, segundo G. K. Chesterton: “Contos de fadas são mais que verdade; não por que nos dizem que dragões existem, mas por que eles nos dizem que dragões podem ser derrotados”.

Assim, investir em estruturas que evidenciem e “abusem” da presença do maravilhoso, construindo personagens boas e más, belas e feias, heroínas e vilãs, bruxas ou princesas é um ótimo caminho a seguir quando se tem em mente escrever um livro destinado ao público infantil.

Fundamentados em Bruno Bettelheim, ao escrever um livro infantil, pode-se propiciar à criança um caminho de descoberta e compreensão do mundo, sendo pertinente que os enredos, assim como acontece com os Contos de Fadas, ensinem e amedrontem, com uma sequência narrativa preenchida de aspectos que evocam tanto a bondade quanto a maldade, podendo proporcionar a identificação dos receptores com o comportamento dos heróis e a rejeição às atitudes dos vilões.

Os livros infantis precisam ser um incentivo convincente e persuasivo não somente à leitura, mas, sobretudo, provocar a criança a transcender suas habilidades críticas para discernir melhor as pessoas, os objetos, a realidade e o mundo.

Mas como publicar um livro infantil?

No momento de publicar um livro infantil, a All Print Editora lhe auxilia em todo o processo de edição e produção do livro, assessorando, inclusive, no lançamento, divulgação e venda da obra. Os valores consistem em um atrativo à parte, assim como a experiência e os padrões de qualidade alcançados pelos mais de 20 anos de atuação no mercado livreiro.

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