Partindo da análise de uma vasta fonte de estudos, o autor se apodera de um linguajar simples com a finalidade de levar informação capaz de atingir todas as camadas sociais que se interessam pelos temas educação dos filhos, sexualidade e casamento na adolescência. Aliança precoce traz abordagens reflexivas sobre a importância de uma educação focada no diálogo e na comunicação desde a primeira infância, a fim de que as crianças cheguem à adolescência confiando no seu porto seguro: a família. Com pinceladas sobre comunicação não violenta, educação parental e relacionamentos líquidos, há uma reflexão intrínseca sobre o mercado de consumo com produtos feitos para não durar. Na verdade, o foco na educação dos filhos é que vai formar bons adolescentes concentrados nas conquistas e vivências de sua fase, sem que precisem buscar no casamento precoce uma válvula de escape para suas incertezas. Estudos, profissão, trabalho aprendiz, leis trabalhistas e a vontade de adolescentes e jovens de conquistar o primeiro emprego são abordagens que, à luz de um olhar social, podem contribuir para que esse público não seja cooptado pela criminalidade, pela prostituição, pelo casamento precoce – e pela gravidez precoce, que leva às práticas abortivas em função dos riscos de saúde para o feto e para a gestante. Família que prepara seus filhos abre as portas para que o afloramento da vida adolescente passe por paqueras e namoros, até que cheguem ao noivado já maduros e preocupados em preparar um lar após conquistar um emprego e ter concluído uma faculdade. Isso não significa receita de durabilidade matrimonial, mas com certeza haverá contextos para que o casamento dure “até que a morte os separe”.
