Sob trevas e tribulações caminha o homem. Tolhido e enredado, arrasta-se e avança sempre. Exaurido, curva-se e ora. Liberto, enfim, projeta-se para o Infinito.
Sejam os Toivos, Raimos, Mattis e Paavos – os pássaros errantes que debandaram das terras distantes da Estrela Polar, vindo pousar nos contrafortes da Serra da Mantiqueira -, sejam os colonos mineiros que atravessaram esse maciço montanhoso em direção ao vale de Penedo, sejam os forasteiros que arremetem como um flagelo transitório sobre essa região intocada, somos e seremos todos, ainda, por um tempo dilatado cujo termo não se pode definir, Espíritos lastreados, escravos da gravidade, até que façamos por merecer a Misericórdia, essa face do Amor que, com infinita paciência, nos aguarda ao fim da jornada.
