Visitando acatadas posições religiosas, filosóficas e científicas, o autor propõe o mal ter origem no ato da criação do universo, não cabendo ao ser humano responsabilidade por sua procedência. Na verdade, o humano seria vítima do mal, pois não sendo causa de si mesmo, mas emerso do reino animal, fruto da encarniçada seleção natural, “… carrega em sua moldura corporal a marca indelével de sua origem baixa.”, na visão de Charles Darwin. A criação do universo resultar, alternativamente, de agir racional autônomo exporia a face do mal tal qual é sem conferir-lhe valoração, só cabível em sendo Divino o obrar primevo, paradoxalmente, negando-O. Perpassando por cultura, livre-arbítrio, pecado original, alma, esperança e sonho, desenvolve-se a argumentação alimentada em extensa pesquisa bibliográfica.
