Em HISTÓRIAS QUE SÓ AGORA EU CONTO quis registrar alguns episódios que vivi, presenciei ou me foram transmitidos por amigos ao longo de minha vida. Histórias que estavam engavetadas e mereciam – quem sabe – vir à luz da publicidade. Algumas se passaram em minha cidade natal, Ipupiara, no agreste da Bahia, onde nasci e outras em lugares diferentes onde trabalhei, estudei e morei. Foi assim que acumulei muitas histórias. Mas, antes de vir para São Paulo, trabalhei em minha cidade, junto a meu pai, irmãos e irmãs na lavoura plantando milho, feijão, andu, amendoim, mandioca, batata doce, gergelim e até horta com alface, cebolinha e coentro. Não tenho pretensões literárias, apenas quero registrar e ser testemunha do meu tempo, como alguém já disse que para o homem ser completo, precisa “plantar uma árvore, ter filho e escrever um livro”, acho que estou no caminho certo. Dessa forma, as histórias contadas aqui são, em sua maioria, verídicas e constituem um relicário de experiências e também de saudade. Bom mesmo seria se as histórias narradas aqui pudessem ser todas de cunho construtivo, mas nem sempre as pessoas usam a inteligência para o bem e como nosso dever é contá-las não há o que fazer.
