Aos quinze anos, Nicolly tinha o mundo pela frente.
Era uma menina curiosa, talentosa e cheia de personalidade. Gostava de dançar, desenhar, cuidar dos animais e passar horas olhando para o céu.
Sonhava em voar, conhecer lugares novos e construir uma vida que ainda estava apenas começando.
Nas férias de julho de 2025, ela viajou para Hortolândia para passar alguns dias com a família. Levava consigo a rotina, os afetos, os planos e a confiança de quem acreditava estar vivendo dias comuns.
Então, desapareceu.
○ que veio depois mudou para sempre a vida de sua mãe, Priscila Magrin. A procura pela filha deu lugar a uma investigação marcada por descobertas dolorosas, violência, relações afetivas, adolescentes envolvidos no crime e perguntas que ultrapassaram os limites daquela família.
Ao tentar compreender o que aconteceu com Nicolly, Priscila também precisou descobrir como funcionam as engrenagens da Justiça, as limitações da legislação para adolescentes envolvidos em crimes graves e os desafios de investigar uma violência que pode deixar rastros dentro e fora das telas.
A história também revela uma face inquietante do mundo digital: comunidades virtuais, discursos de ódio, ameaças, manipulação de jovens e a possibilidade de que parte da violência tenha ultrapassado 0 espaco fisico e `alcançado a internet.
Mas este não é apenas o relato de um crime.
É a história de uma mãe que precisou reaprender a existir depois de perder a filha de uma família obrigada a conviver com perguntas sem respostas. E de uma mulher que decidiu falar sobre aquilo que descobriu para provocar discussões que não podem mais ser adiadas: como, prevenir a violência?
Como proteger crianças e adolescentes? Como enfrentar o feminicídio? Como responsabilizar quem pratica atos extremos? E o que precisa mudar para que a segurança chegue antes da tragédia?
Entre lembranças de ùma menina que amava a vida e os caminhos percorridos depois de sua morte, Nicolly – Sonhos em Pedaços apresenta uma história real que atravessa o luto, a investigação, a Justiça e a violência contemporânea. Porque conhecer Nicolly antes do crime é também compreender tudo aquilo que foi perdido quando sua vida foi interrompida.
